A taxa de inflação em Macau foi de 3,01 por cento no ano passado, um aumento de quase dois pontos percentuais em relação à inflação registada em 2017, indicam dados oficiais divulgados esta quarta-feira.
De acordo com os Serviços de Estatística e Censos (DSEC), a taxa de inflação do território aumentou 1,78 pontos percentuais em 2018. No ano anterior, a inflação situou-se em 1,23 por cento.
Como impulsos para este crescimento, a DSEC apontou, entre outros, o aumento do valor das rendas, da gasolina e das propinas escolares.
O vestuário e o calçado (+6,57 por cento), os transportes (+5,32 por cent), a saúde (+4,80%) e a educação (+4,76%) registaram os maiores aumentos. Em contrapartida, os preços das comunicações e das bebidas alcoólicas e do tabaco diminuíram 8,48% e 0,08%, respectivamente, indicou a DSEC.
Só em Dezembro, o Índice de Preços no Consumidor (IPC), que permite conhecer a influência da variação de preços na generalidade das famílias de Macau, cresceu 2,94 por cento em termos anuais.
Para o ano corrente, projecções da Universidade de Macau, divulgadas no dia 7 deste mês, indicaram que a taxa de inflação deverá manter-se estável nos 3 por cento.
De acordo com o departamento de Economia e o Centro para os Estudos de Macau da Universidade de Macau (UM), o consumo privado vai “crescer de forma constante”, com o aumento na importação de bens e serviços.
Num ano em que o chefe do Governo de Macau, Chui Sai On, garantiu estar preparado para o impacto da guerra comercial entre Pequim e Washington, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer 2,7 por cento, “oscilando entre uma taxa pessimista de menos 6,5 por cento e uma taxa otimista de 11,9 por cento”, segundo as projeções da Universidade de Macau.

Leave a Reply