O Tai Po Football Club anunciou na passada terça-feira a rescisão, por mútuo entendimento, do contrato do futebolista brasileiro Gabriel Mesquita, com efeitos imediatos. O término do vínculo decorre de uma investigação interna motivada pelo envio, no passado domingo, de mensagens de teor racista na rede social Threads por parte do atleta.
O médio, de 19 anos, encontrava-se suspenso dos trabalhos com a equipa principal desde segunda-feira. A decisão do Tai Po, que disputa a Premier League de Hong Kong, surgiu na sequência do apuramento dos factos pelo Comité Disciplinar do clube que, segundo a instituição, conduziu o processo de forma imparcial e garantiu ao jogador a oportunidade de apresentar a sua defesa. Em comunicado publicado nas redes sociais, o clube reiterou a aplicação de uma política de tolerância zero relativamente a qualquer acto de racismo ou conduta imprópria cometido pelos seus atletas.
O incidente remonta ao passado domingo, depois de Gabriel Mesquita ter partilhado uma imagem do seu formulário de candidatura ao bilhete de identidade de residente de Hong Kong. Em resposta à publicação, um utilizador comentou “um kuai lou será sempre um kwai lou”. “Kuai lou”, recorde-se, é o termo depreciativo com que os falantes de cantonense se referem a caucasianos. Em reação à provocação, o jogador enviou mensagens privadas ao utilizador no qual afirmou ter ido para o território apenas para “sacar dinheiro” a Hong Kong, acrescentando que os chineses “são um bando de tipos feios com a p*** pequena”.
Gabriel Mesquita tinha ingressado no Tai Po no último defesa na condição de agente livre, depois de ter competido com a camisola do Ka I na edição de 2025 do Campeonato da Bolinha. O médio brasileiro realizou apenas duas partidas oficiais ao serviço do Tai Po Football Club antes do contrato ter sido cancelado.

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