Taça do Mundo de GT. Antonio Fuoco falha defesa do título

O regresso da Mercedes-AMG e da Aston Martin ao exigente Circuito da Guia, aliado à ausência do vencedor da última edição da prova, são as notas de maior destaque da edição de 2026 da Taça do Mundo de GT da FIA. A prova será disputada por 18 pilotos e oito construtores.

Inserida no programa da 73.ª edição do Grande Prémio de Macau, agendado para o terceiro fim-de-semana de Novembro, a competição contará com uma grelha de partida composta por 18 carros e a participação de oito construtores internacionais de topo, no ano em que a categoria GT3 celebra o seu 20.º aniversário.
A regresso da Mercedes-AMG ocorre após a marca alemã ter ficado de fora na edição de 2025 devido à introdução da obrigatoriedade de sensores de binário. Para a edição deste ano, a construtora de Affalterbach estará representada por três viaturas AMG GT3 EVO: Lucas Auer competirá sob as cores da Tigani Motorsport, enquanto que Maro Engel, que venceu a prova por duas ocasiões, alinhará ao lado de Adderley Fong pela equipa Craft-Bamboo Racing.
Por outro lado, a Aston Martin regressa às ruas de Macau pela primeira vez desde 2015, apresentando duas viaturas, prepadas pela Comtoyou Racing, para os pilotos Marco Sørensen e Jamie Day.
Entre os inscritos estão vários especialistas de renome internacional nas corridas de resistência ou vencedores de anteriores edições da prova. Para além do bicampeão Maro Engel, o lote de  antigos campeões no circuito da Guia integra  ainda o brasileiro Augusto Farfus, que triunfou em Macau em 2018, e com o também bicampeão Raffaele Marciello, ambos a representar a BMW. Todavia, a competição não contará com o actual detentor do título, Antonio Fuoco, que não estará presente para defender o troféu conquistado há um ano. De fora da prova está também o belga Laurens Vanthoor e o suiço Edoardo Mortara, outrora celebrado como “o Senhor Macau”.

Porsche domina o pelotão

Fotografia: FIA/Direitos Reservados

No que toca à representatividade por fabricante, a Porsche lidera o contingente com a maior frota da grelha. A fabricante alemã apresenta quatro carros operados pela Absolute Racing e entregues aos pilotos Dorian Boccolacci, Laurin Heinrich, Alessio Picariello e Thomas Preining, que procurarão alcançar a primeira vitória absoluta da marca alemã na competição.
A BMW e a Mercedes-AMG surgem logo a seguir, com três veículos cada, sendo a equipa da BMW composta por Augusto Farfus, Raffaele Marciello e Kelvin van der Linde. A Ferrari, a Audi e a Aston Martin inscreveram duas viaturas cada uma. Sem o campeão em título, a representação da marca do Cavallino Rampante fica a cargo do piloto oficial Ye Yifei, pela Winhere Harmony Racing, e de Alessio Rovera, pela 33R Har Racing, ambos ao volante do modelo 296 GT3 Evo.
A representação da Audi divide-se entre a Absolute Racing, que confiou o seu Audi R8 LMS GT3 Evo II ao piloto oficial da marca e vencedor no WEC e IMSA Earl Bamber, e a Phantom Global Racing, que alinhará com Joel Eriksson.
A grelha de 18 carros fica completa com as inscrições individuais da McLaren, com um GT3 Evo operado pela Optimum Motorsport para Benjamin Goethe, e da Lamborghini, com um Huracán GT3 Evo2 da Absolute Corse, sob o comando de Luca Engstler.
Do ponto de vista estatístico e demográfico, a prova reúne um alinhamento estelar de pilotos vindos de cinco continentes – África, Ásia, Europa, Oceânia e América do Sul – e que representam 13 nacionalidades distintas: África do Sul, Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, França, Hong Kong, Itália, Nova Zelândia, Suécia e Suíça. No sistema de categorização e graduação de pilotos da federação internacional, a grelha apresenta um nível técnico extremamente elevado, integrando dez pilotos classificados com o estatuto Platinum, seis com o estatuto Gold e apenas dois com a categoria Silver.
Lutz Leif Linden, presidente da Comissão de GT da FIA, sublinhou o impacto e a relevância do evento no panorama do desporto motorizado internacional ao afirmar que, no ano em que o GT3 celebra duas décadas de existência, a Taça do Mundo de GT da FIA se mantem como a vitrina máxima da categoria com oito fabricantes envolvidos.
O responsável destacou ainda que o Grande Prémio de Macau ocupa um lugar único no calendário global ao combinar um dos circuitos mais exigentes do mundo com uma presença forte numa região crucial para os construtores de luxo e para os seus modelos GT mais icónicos, acrescentando que a qualidade das inscrições reflecte o sucesso contínuo da plataforma e o apelo duradouro de disputar os títulos mundiais da FIA no traçado urbano de Macau.
A Taça do Mundo de GT da FIA estabelece-se como um dos quatro grandes eventos sancionados pela FIA integrados no programa do Grande Prémio de Macau, partilhando o cartaz com a Taça do Mundo de FR da FIA e a etapa final do  Kumho FIA TCR World Tour.
Toda a acção em pista – incluindo as sessões de qualificação e as corridas – contará com transmissão televisiva e cobertura integral por streaming em directo e de acesso gratuito através do canal oficial de YouTube da FIA.

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