O presidente indonésio, Prabowo Subianto, substituiu o chefe da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB), General Suharyanto, na quinta-feira, um dia depois do seu irmão ter sido detido por acusações de corrupção. O arquipélago enfrenta há várias semanas uma grave crise, desencadeada por incêndios florestais generalizados que começaram em Agosto e que agora acfetam países vizinhos como Singapura e a Malásia.
Prabowo nomeou o tenente Kristomei Sianturi como o novo chefe da agência estatal, substituindo Suharyanto, de acordo com a agência de notícias estatal Antara, que não referiu qualquer motivo oficial para a substituição.
No dia anterior, a Comissão para a Erradicação da Corrupção (KPK) deteve cinco pessoas, incluindo Bima Setyawan, o irmão mais novo de Suharyanto, por alegada corrupção relacionada com a alocação de fundos de ajuda de emergência. Questionado pela imprensa se Bima tinha obtido contratos através de procedimentos irregulares, o presidente da KPK, Setyo Budiyanto, confirmou que, de acordo com as investigações preliminares, houve desvio de fundos destinados à gestão de catástrofes.
A investigação examina o envolvimento de empresas privadas e a distribuição dos fundos, alguns dos quais podem ter sido desviados para ganhos pessoais, embora ainda não se saiba se Suharyanto está implicado nas alegadas irregularidades.
O caso surge no meio da crescente pressão sobre a BNPB devido aos incêndios florestais que afectam a Indonésia há meses, particularmente as ilhas de Sumatra e de Bornéu.
Estes incêndios estão parcialmente ligados à expansão das plantações de óleo de palma e à queima de terrenos para a preparação do solo para o cultivo. Além disso, a seca associada ao fenómeno El Niño agrava a situação, sobretudo nas turfeiras, zonas húmidas formadas pela acumulação de matéria vegetal parcialmente decomposto, onde o fogo pode permanecer activo no subsolo mesmo depois de as chamas à superfície se extinguirem.

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