Um ano depois, a segurança no Louvre ainda é problema

Fotografia: Mika Baumeister/Unsplash

O Louvre necessita de um “grande plano” de renovação e transformação, pois não existe uma “solução milagrosa” capaz de garantir sua segurança. O veredicto é do presidente do museu, Christophe Leribault, em declarações à agência AFP, um ano depois da instituição ter sido alvo de um roubo espectacular.

O assalto de 19 de Outubro de 2025, no qual um grupo de homens levou, em apenas oito minutos e em plena luz do dia, várias joias da Coroa avaliadas em mais de 100 milhões de dólares, fez manchetes um pouco por todo o planeta e deixou o mundo atónito.

O incidente expôs as falhas de segurança da instituição, que no ano passado recebeu cerca de nove milhões de visitantes, a grande maioria estrangeiros: “Necessitamos de um grande plano [para o] Louvre. As operações indispensáveis para garantir a segurança do museu exigem obras no edifício histórico e nas infraestruturas. Não existe uma solução ‘superficial’, fácil e milagrosa”, explicou Leribault, por escrito à AFP.

Desde o incidente, uma série de obras foi realizada para tornar o local mais seguro, afirmou o dirigente, nomeado em Fevereiro. O director do Louvre referiu, por exemplo, a instalação de câmeras “nos pontos mais críticos” e o “reforço da segurança nos acessos”.

A implementação do plano de segurança, avaliado em 83 milhões de euros e cujos atrasos foram criticados após o incidente, “avança a passos largos”, indicou Leribault.

No entanto, o dirigente ressaltou a “complexidade” de realizar essas obras “mantendo, ao mesmo tempo, o museu aberto aos seus milhões de visitantes anuais”.

Be the first to comment

Leave a Reply

Your email address will not be published.


*


This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.