Taiwan procura “travar a guerra” ao aumentar as suas despesas com a defesa, explicou este sábado o presidente da Formosa. O governante defendeu que a China recorre à pressão militar para impor as suas reivindicações territoriais.
“O nosso objectivo ao aumentar o investimento na defesa não é provocar, mas sim travar a guerra”, disse o Presidente Lai Ching-te num discurso em comemoração do Dia Nacional de Taiwan.
Os 23 milhões de habitantes da ilha vivem sob a constante ameaça de um ataque da China, que chegou a ameaçar usar a força para tomar controlo de Taiwan.
Os sucessivos governos formosinos têm aumentado os gastos militares na última década, à medida que a ilha melhora a sua capacidade de repelir um potencial ataque chinês, demonstrando ao seu aliado, os Estados Unidos, que leva a sua própria defesa a sério.
O governo de Lai alocou um valor recorde de 1,1 mil milhões de novos dólares taiwaneses (34,5 mil milhões de dólares) para despesas de defesa até 2027, mais de 3 por cento do PIB.
Caças taiwaneses e dois helicópteros Chinook que transportavam bandeiras gigantes de Taiwan sobrevoaram este sábado a capital, Taipé. Entretanto, milhares de pessoas, incluindo diplomatas estrangeiros, reuniram-se perto do Palácio Presidencial para assistir a um desfile militar, a danças e a um discurso do Presidente Lai.
As comemorações de sábado celebraram o 115º aniversário da queda da dinastia Qing na China e a subsequente fundação da República da China.
A actual disputa entre a China e Taiwan remonta à guerra civil entre as forças nacionalistas de Chiang Kai-shek, que se refugiaram na ilha em 1949 depois de terem sido derrotadas pelos combatentes comunistas de Mao Tsé-Tung.

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