Canhão descoberto em estaleiro da Ilha Verde

Um canhão com cerca de três metros de comprimento foi descoberto ao final da tarde desta quarta-feira num estaleiro de construção da Ilha Verde. O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) mobilizou peritos para o local para proceder à verificação da peça de artilharia e eliminar eventuais indícios de perigosidade.

Após a intervenção policial, o artefacto –  que foi descoberto por volta das 16h25 no estaleiro situado no cruzamento entre a Estrada Marginal da Ilha Verde e a Travessa Dois do Parque Industrial – foi entregue ao Instituto Cultural. O organismo enviou equipas técnicas ao local para conduzir uma inspecção mais aprofundada e proceder à digitalização tridimensional e ao registo da posição da peça.
De acordo com a avaliação preliminar,  o canhão apresentava-se intacto, ainda que coberto por resíduos superficiais. A peça tem um comprimento aproximado de 3 metros e um diâmetro interior –  um calibre –  de cerca de 210 milímetros.
Não tendo sido encontradas outras relíquias arqueológicas na área envolvente após as diligências de investigação, o Instituto Cultural procedeu à remoção e transporte do canhão para um armazém sob a sua alçada, onde será alvo de posterior protecção, análise e estudo aprofundado. Concluídas as averiguações e a remoção do artefacto, as obras no estaleiro onde foi feita a descoberta foram já retomadas.

Nos últimos anos, têm sido várias as descobertas da índole efectuadas tanto na Península, como nas ilhas. Em Fevereiro de 2024, uma peça de artilharia  com um metro e 38 centímetros foi descoberto no Fai Chi Kei, num estaleiro de construcção da Rua do Comandante João Belo.
En meados de 2022, o Instituto Cultural lançou uma plataforma digital sobre quatro canhões antigos descobertos ao longo da última década. Os canhões descobertos em 2020 e 2021 em estaleiros de construção na Península  e no COTAI estão sob a protecção do Museu de Macau, tendo sido sumetidos a trabalhos de análise e restauro conduzidos pelo Instituto de Investigação Social e Cultural e ao Laboratório de Conservação do Património da Faculdade de Humanidades e Artes da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau.

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