A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, descreveu a China como um “vizinho importante”. A governante nipónica prometeu construir uma relação estável entre os dois rivais asiáticos num discurso proferido na segunda-feira.
“A China é um vizinho importante e, apesar das dificuldades, construímos uma relação duradoura ao longo dos anos”, disse Takaichi ao Parlamento. “Trabalharemos para garantir a comunicação sobre os desafios comuns, promover o diálogo para proteger os nossos interesses nacionais e manter uma relação construtiva e estável”, acrescentou.
As relações diplomáticas entre os dois gigantes económicos asiáticos atingiram o ponto mais baixo em Novembro passado, quando Takaichi sugeriu que Tóquio poderia intervir em caso de um ataque a Taiwan, que a China considera fazer parte do seu território.
No seu discurso, a primeira-ministra afirmou que o Japão “defenderá firmemente as posições do nosso país” e “exigirá veementemente um comportamento responsável”.
A primeira-ministra indicou ainda que o seu governo irá desenvolver um plano abrangente para lidar com o declínio populacional, que descreveu como uma “crise nacional silenciosa”. Takaichi goza de elevadas taxas de aprovação após um ano na liderança do governo, mas enfrenta vários desafios, incluindo a inflação crescente, as preocupações do mercado com a dívida crescente do Japão e a disputa diplomática com a China. O discurso ocorreu depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros da China ter declarado, na semana passada, que as relações com o Japão “aguardam a normalização”, durante um encontro com o seu homólogo japonês numa visita comercial a Pequim.
No ano passado, a China desaconselhou os seus cidadãos a viajar para o Japão e impôs restrições comerciais que, segundo os relatos, provocaram quedas acentuadas no fornecimento de elementos de terras raras, cruciais para as empresas japonesas.
Em relação ao declínio populacional, Takaichi prometeu formular uma estratégia ainda este ano para lidar com a questão.
O número de habitantes do Japão caiu para menos de 120 milhões pela primeira vez em 42 anos, de acordo com dados governamentais divulgados em Julho.

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