Chin In-chin abandonou o cargo na sequência das críticas de que o organismo foi alvo, depois de ter começado a divulgar resultados antes da votação estar terminada. O candidato derrotado à autarquia de Taipé pediu a anulação do escrutínio por considerar que a divulgação dos resultados pode ter afectado a votação.
O presidente da Comissão Eleitoral de Taiwan, Chin In-chin, demitiu-se esta segunda-feira depois de ter sido alvo de numerosas críticas, dois dias depois da Formosa ter sido palco de eleições locais nas quais o Partido Democrático Progressista encaixou uma pesada derrota.
“A demissão foi aceite pelo primeiro-ministro, La Ching-te”, disse a porta-voz do Governo, Kolas Yotaka, numa conferência de imprensa. A Comissão Eleitoral foi muito criticada por ter começado a emitir informações sobre os resultados do escrutínio eleitoral quando muitos eleitores ainda não tinham votado.
O candidato do partido da oposição Kuomintang (KMT) à câmara de Taipé, Ting Shou-chung, pediu a anulação do resultado das eleições, que perdeu para o independente Ko Wen-je por menos de 0,3 por cento, por considerar que o anúncio de resultados pode ter afectado a votação.
Na sua carta de demissão, Chin In-chin disse que os muitos referendos, 10, ao mesmo tempo da escolha dos representantes locais, representaram um peso acrescido para as assembleias de voto dados os recursos disponíveis, pedindo desculpa e responsabilizando-se pelas longas filas e atrasos.
O partido no poder em Taiwan – o Partido Progressista Democrático (PPD, da presidente Tsai Ing-wen – perdeu o controlo da maioria dos municípios na ilha, num contexto de crescente pressão económica e política da República Popular da China.
O Kuomintang, principal partido da oposição, mais aberto a compromissos com o Continente, disse ter conquistado a presidência de 15 dos 22 municípios, quando no anterior escrutínio tinha obtido apenas seis. O PPD, que tinha 13, indicou ter conseguido seis.
Tsai, que se demitiu da direção do Partido Democrático Progressita, foi penalizada pela deterioração dos laços com a República Popular da China, que continua a considerar Taiwan como parte integrante do seu território.

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