O pintor e escultor sul-coreano Lee Ufan apresenta “Fragmentos do Infinito” na Fundação Serralves, a partir desta semana e até Março do próximo ano. A exposição explora a relação entre a paisagem natural e o espaço arquitectónico no coração da cidade do Porto.
A mostra apresenta três esculturas ao ar livre, estrategicamente instaladas em diferentes pontos do Parque Serralves, um dos pulmões verdes da segunda maior cidade de Portugal, para incentivar os visitantes a interagir directamente com a pedra, o aço e o ambiente envolvente.
No interior do Museu Serralves, os visitantes podem apreciar quatro pinturas meditativas de Lee Ufan, bem como um mural criado especificamente para o espaço, de acordo com a Fundação Serralves.
Outras três esculturas, localizadas no interior da Fundação convidam o público a explorar a tensão entre os materiais e o seu contexto, questionando os limites do espaço e da forma. A exposição, com curadoria de Philippe Vergne, director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, propõe uma reflexão sobre as relações entre interior e exterior, objecto e paisagem, bem como sobre a experiência perceptiva que o artista desenvolveu ao longo da sua carreira, reafirmando a arte como um diálogo contínuo com o mundo.
Lee Ufan explicou que concebeu a exposição depois de considerar que “para além da riqueza do seu meio natural, Serralves é também um lugar imbuído de um espírito particular, onde o tempo se faz sentir”.
O artista enfatizou, em declarações à agência Efe, o seu desejo de “preencher o espaço expositivo com um sentido da natureza primordial e mítica deste lugar, criando simultaneamente uma forma dinâmica de ver. Ou seja, uma realidade visual”.

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