China. Economia supera expectativas, com crescimento trimestral de 1,2 por cento

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 1,2 por cento no terceiro trimestre de 2026 face ao trimestre anterior. O resultado é ligeiramente superior ao esperado, segundo os dados oficiais divulgados esta segunda-feira pelo Gabinete Nacional de Estatísticas chinês.

A subida representa uma aceleração de 0,3 pontos percentuais face ao período entre Abril e Junho, e supera também as previsões mais difundidas entre os analistas, que previam uma subida de 1,1 por cento.
No terceiro trimestre deste ano, a segunda maior economia do mundo registou um crescimento anual de 4,5 por cento, número que também supera tanto o do trimestre anterior (+4,3 por cento) como as previsões dos especialistas, que apontavam para um aumento de 4,4 por cento.
A tendência representa um aumento acumulado de 4,6 por cento do PIB da China nos primeiros três trimestres, atingindo aproximadamente 107,11 triliões de yuans (16,01 triliões de dólares ou 14,26 triliões de euros), o que coloca a economia chinesa na rota da meta oficial de crescimento se entre 4,5 por cento e 5 por cento, prevista pelas autoridades de Pequim.
Esta meta, a mais baixa desde 1991, foi estabelecida pelas autoridades em Março último, depois de a China ter atingido a sua meta de crescer “cerca de 5 por cento” até 2025, com o seu PIB a crescer exactamente a essa taxa.
Em termos sectoriais, o sextor primário cresceu 3,7 poe cento entre Janeiro e Setembro, o sector secundário, 3,8 por cento e o sector terciário, 5,2 por cento, de acordo com as estimativas preliminares divulgadas hoje pelo Gabinete Nacional de Estatísticas.

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Os dados “sugerem que a aceleração no último trimestre foi impulsionada pela indústria e pela construção, cujo crescimento subiu de 3 por cento para 3,4 por cento”, observa Nguyen Hoang Nam, analista da consultora britânica Capital Economics, que destaca ainda a recuperação do sector dos serviços.
O Gabinete Nacional de Estatística afirma que, ao longo dos primeiros três trimestres, a segunda maior economia do mundo “alcançou um crescimento sustentado e robusto, apesar das pressões, demonstrando a sua resiliência com novos motores de crescimento e uma estrutura melhorada”. As exportações, que aumentaram 16,4 por cento neste período, foram fundamentais: “A economia nacional continuou a demonstrar uma forte resiliência e vitalidade”, acrescenta o documento, reiterando alertas sobre um “ambiente internacional complexo e volátil” e a persistência de “problemas de procura insuficiente” a nível nacional, ao mesmo tempo que apela à “consolidação das bases” do crescimento.
A Capital Economics questiona os dados, declarando-se “céptica” quanto à recuperação do crescimento, e oferece uma métrica alternativa que apontaria para uma desaceleração do crescimento anual de 3 por cento para 2 por cento no último trimestre: “Embora o PIB oficial esteja a caminho de atingir os 4,5 por cento este ano, o limite inferior da previsão do governo, acreditamos que o crescimento real rondará os 3 por cento(…), mesmo assumindo que o estímulo orçamental se traduz numa retoma da atividade nos próximos meses”, acrescenta Nguyen, citado pela agência EFE.

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