O G20, bloco que reúne países desenvolvidos e emergentes, emitiu uma declaração contra a superprodução industrial. O Brasil e a China abstiveram-se, informaram esta quarta-feira os Estados Unidos da América.
A União Europeia apoiou o apelo contra o excesso de produção, uma crítica frequentemente dirigida a Pequim. Considera-se que a sobreprodução reduz os custos de forma injusta e favorece o trabalho forçado. Entre os signatários estão a Argentina, Austrália, Canadá, França, Alemanha, Índia e Japão.
Os países comprometeram-se a examinar as suas capacidades e reservas em sectores como os automóveis e os veículos eléctricos, bem como nas baterias, chips e painéis solares. A Polónia, convidada a participar nas reuniões do G20 deste ano, também subscreveu a proposta.
Para além do Brasil e da China, a Indonésia, a Rússia e a Arábia Saudita — todos membros do G20 — também não assinaram o documento.
Os ministros do Comércio do grupo reuniram-se na semana passada em Milwaukee, nos Estados Unidos, para analisar colectivamente os problemas que afectam as principais economias mundiais.
O gabinete do Representante do Comércio dos Estados Unidos informou que reuniu responsáveis das economias que apoiam a iniciativa para começar a trabalhar no tema à margem do Comité de Comércio da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

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