Os bancos de Macau registaram um lucro de 7,51 mil milhões de patacas – cerca de 830,7 milhões de euros – nos primeiros oito meses do ano, o que representa um acréscimo de 5 por cento em relação ao período homólogo de 2025.
De acordo com dados esta terça-feira revelados pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM), este desempenho foi impulsionado sobretudo por um aumento de 33 por cento na margem de juros, que alcançou 13,9 mil milhões de patacas (1,54 mil milhões de euros). Apesar de o regulador ter aprovado três reduções na taxa de juro de referência ao longo de 2025, em sintonia com a Reserva Federal dos Estados Unidos, os bancos não se ressentiram das medidas. Em Setembro, recorde-se, a Autoridade Monetária aprovou uma subida da taxa de redesconto.
No plano operacional, os empréstimos concedidos subiram 2,4 por cento face a Agosto de 2025, totalizando 1,04 biliões de patacas (114,8 mil milhões de euros), enquanto os depósitos cresceram 9 por cento para 1,5 biliões de patacas (165,6 mil milhões de euros).
Em contrapartida, os custos de funcionamento agravaram-se em 25,6 por cento, totalizando 13,8 mil milhões de patacas (1,53 mil milhões de euros), com destaque para o aumento de 62,9 por cento nas dotações para provisões, que se fixaram em 5,73 mil milhões de patacas (633,9 milhões de euros).
Nos oito primeiros meses do ano verificou-se também uma melhoria nos indicadores de risco de crédito. O montante do crédito malparado diminuiu pelo quarto mês consecutivo, situando-se em 45,7 mil milhões de patacas (5,05 mil milhões de euros), o que representa 4,4 por cento do total de empréstimos. A fasquia atinge 4,6 por cento no caso de entidades ou indivíduos externos à Região Administrativa Especial de Macau.
Em termos históricos, os bancos de Macau fecharam o ano de 2025 com lucros de 7,34 mil milhões de patacas (812 milhões de euros), ficando o recorde absoluto de rentabilidade da banca local fixado em 2020, com cerca de 17 mil milhões de patacas (1,88 mil milhões de euros). Actualmente, o território conta com dois bancos emissores de moeda, o Banco da China e o Banco Nacional Ultramarino. O BNU reportou lucros líquidos de 225,3 milhões de patacas (24,9 milhões de euros) no primeiro semestre de 2026, fasquia que esconde uma descida homóloga de 1,3 por cento.

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